quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Crônica da Semana

A Professora e o Pistoleiro

Capítulo 1

" A missão "



"A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar."

 Antecedo-me caro leitor a avisar-te que essa história não se trata de um simples romance de novela mexicana ou das obras de Bernardo Guimarães. Se veio em busca de ler sobre um final feliz, frases bonitas, um casal apaixonado e um amor idealizado, essa narrativa não é para você, se esse era seu objetivo, lamento, é melhor voltar a ler A saga Crepúsculo.
Mais um dia de sol forte em Lageado Novo, a cidade estava em polvorosa a espera do discurso do prefeito Firmino Dias no comício daquela tarde de terça feira, poucos dias antes das eleições. A praça principal estava cheia de seguidores do candidato a reeleição, carros de som executando seu "jingle" o tempo todo (uma paródia da música Camaro amarelo de Munhoz e Mariano). No palco estava o prefeito, seu vice, sua esposa e seus apoiadores de campanha e ele finalmente iria começar o pronunciamento de seu discurso:

— Meu amigos... E minhas Amigas. É com muita honra que estou aqui hoje neste dia tórrido de terça feira, para humildemente pedir seu voto. Peço que compareçam nas urnas neste domingo e me deem apoio, para eu ficar por mais quatro anos trabalhando por essa cidade. Eu que todos esses anos, lutei por mais educação... Por mais saúde, esporte e lazer. Que asfaltei as ruas da nossa querida cidade, coloquei merenda nas nossas escolas... Sei que ainda falta muita coisa para ser realizada e se eu for eleito farei muito mais ! 

Antonio Firmino da Silva Dias é um importante pecuarista, suas propriedades, assim como as cabeças de gado nela presentes, são frutos de pouco mais de dois anos no cargo de Prefeito de Lageado Novo do Maranhão. Um homem de setenta e três anos, estatura média, já tinha metade da cabeça calva e uma pele avermelhada já bastante enrugada, tinha um péssimo caráter, autoritário, conseguiu desviar mais de oito centos mil reais do dinheiro que seria dedicado a obras sociais e infraestrutura da cidade, tudo com a ajuda do excelentíssimo Sr. Juíz Fernando de Souza Mello, que fraudava os contratos e licitações a mando do prefeito. Pessoas da estirpe de Firmino só possuem um desejo na vida; o poder. A forma como irá conseguir pouco importa, e ele foi capaz de mentir, matar e "comprar" pessoas para conseguir o respeito, ou melhor dizendo, o medo de todos a quem ele lança um olhar "torto". Sua carreira política é um grande clichê, parte do mesmo artifício que praticamente todos os políticos utilizam para ter sucesso, a manipulação. Ele criou falsos boatos sobre seu concorrentes e espalhou pela cidade, suas propagandas na televisão mostravam propostas admiráveis, seus apoiadores bancaram tudo e contrataram os melhores publicitários para vender uma imagem de um homem exemplar. Mas quando eleito Firmino cometeu vários crimes, dentre os quais destaco a lavagem de dinheiro, desvio de verbas e a "pistolagem", tudo feito por baixo dos panos, enquanto o povo sofria com a precária situação social da cidade, que por sinal possui um dos mais baixos IDH do país. Poucos meses antes do dia das eleições, ele colocou homens e tratores para concertar a rua principal, aquela velha tentativa de iludir o povo com a falsa impressão de serviço comprido.

O discurso foi breve e acabou com a interrupção de uma viatura da polícia militar que vinha a poucos metros dali. As pessoas começaram um enorme falatório, estavam assustados com o que estava acontecendo. Quando ela chegou próximo ao palco, alguns homens desceram do carro e foram em direção ao Prefeito, um deles o Delegado Moreira que começou a falar:

— Sr. Prefeito você está preso ! Sob as acusações de ser o mandante no assassinato do Professor Rafael Gonçalves e na ocultação do cadáver. Queira me acompanhar até a viatura.

— Mas que conversa é essa ?... Eu posso saber quem fez a denúncia ? Como é que pode ir chegando no comício dos outros desse jeito e levar pra cadeia. Eu exijo ver meu advogado ! Disse Firmino completamente alterado.

— O Sr. está sendo preso em flagrante, algumas testemunhas que estavam no local do crime gravaram tudo com o celular e um dos seus homens já confessou o crime e apontou o seu nome como mandante. Eu sinto muito Prefeito, mas a sua situação encontra-se bastante complicada.

O Prefeito saiu algemado do palco ao som das vaias da população e foi encaminhado a delegacia através da viatura policial. Quando chegou, o seu advogado já o esperava na porta, prestou um depoimento e foi para a cela. Dias depois seu Habeas Corpus foi expedido pelo Juiz Melo, seu amigo e aliado, e foi liberado com o direito de responder o processo em liberdade. 

Em sua casa o Prefeito teve uma conversa com seu capanga e fiel empregado Emílio, no escritório de sua casa:

— Acham que eu não desconfio, mas eu sei que aquele " fi " duma égua do Sebastião que armou isso tudo ! Berrou Firmino, batendo na mesa do escritório.

— Como ele pôde ter feito isso, ninguém sabia de nada ! Só pode ter sido uma coincidência esses meninos terem aparecido e filmado o crime.

— Eu não sou besta não cabra... Tem alguém passando todas as informações daqui pra ele. Estou desconfiado disso, desde aquele dia em que quase me pegaram naquela reunião com o Nogueira. E depois teve aquela vez que me denunciaram por carcere privado... Eu tô dizendo, estão passando tudo pra ele... E se eu descubro quem é que está fazendo isso... Ah, esse indivíduo responsável por essa traição, terá uma morte muito da ruim.

— O que o senhor está pensando em fazer ?

— Eu nada ! Mas vocês sim. Chame os outros e armem uma emboscada pra ele. Descubram onde ele está e matem. E rápido, isso é uma ordem.

— Tudo bem Sr... Pode deixar !

Sebastião Gomes é candidato a prefeitura de Lageado Novo, nasceu em Codó, mas se mudou para Imperatriz para formar-se em Matemática na UEMA. Quando formado iniciou sua carreira de professor em Codó na Escola Municipal Presidente José Sarney, mas foi transferido para Lageado Novo por decisão da Secretaria de Educação. Lá Sebastião encontrou um cenário de miséria e desolação, a Escola em que trabalhava não tinha uma boa estrutura, não havia material didático e para completar, os salários sempre atrasavam. Foi aí que ele fundou o Sindicato dos Professores de Lageado Novo, para o desespero de Firmino Dias, onde comprou uma briga feia com o mesmo. Disposto a lutar pelos direitos dos professores e da população em geral, Sebastião filiou-se ao PL, liderou vários movimentos e passeatas que tiveram a aprovação da população, e assim aproveitou sua popularidade para candidatar-se a prefeito da cidade.

Naquela tarde de calor sufocante, como de costume, Sebastião estava no Bar da Nazaré comemorando a prisão de Firmino, junto com vários de seus amigos professores e aliados de campanha:

— Hoje o carrasco caiu meus amigos, é o começo de um novo tempo. É a prova de que ainda dá para se confiar na justiça. Bradou Sebastião.

— Eu duvido que esse bandido fique pelo menos dois meses na cadeia, ele é macaco velho, já está escaldado com esse tipo de coisa. Não acho que político corrupto vá para a cadeia nesse país. Ele tem dinheiro e influências, se quiser, ele consegue mandar até no papa. Disse seu amigo.

— Cale a boca Davi, está falando besteira. Dessa vez existem provas incontestáveis, além das várias testemunhas que irão depor contra ele, e além di... "Pera aê", tem alguém me ligando... Alô...

Era Shirley, secretária de Firmino a quem Sebastião havia convencido a delatar tudo o que acontecia na prefeitura, em troca de um carro e o seu terreno próximo ao Rio Lageado. Graça a ela, Sebastião conseguiu realizar seu plano de filmar o assassinato do professor Rafael. Durante a ligação, sua voz parecia bastante nervosa:

— Seu Sebastião, pelo amor de Deus, saia de onde o senhor estar depressa... Ele mandou os cachorros irem atrás do senhor. Eles irão lhe matar. Se esconda onde o senhor puder, rápido.

— O que você está dizendo... E agora ? Meu Deus, socorro !

Sebastião rapidamente levantou-se da cadeira e avisou a dona Nazaré que acertaria a conta mais tarde, quando uma Hilux prata chegou ao local, e dela saiu três homens. Eles começam a atirar em todo mundo que estava, naquela hora houve uma enorme correria, muitas pessoal gritando desesperada, mas Sebastião conseguiu correr para dentro do mato atrás do bar, o mais rápido que consegui, três pessoas foram acertadas pelas balas e uma morreu. Após esse episódio, professor Sebastião não foi mais visto pela cidade, ninguém sabia informar seu paradeiro, alguns acharam que havia morrido e outros que fugiu da cidade. 

A situação política da cidade estava completamente indefinida, Firmino teve sua candidatura suspensa, Sebastião estava desaparecido e sobraram apenas dois candidatos, candidatos esses, que se toda essa tragédia não tivesse acontecido, provavelmente não seria nem lembrada a sua existência. Era manhã de sexta-feira e Firmino preparava-se para uma viajem, ele iria a São Luiz, pois seu processo fora transferido para outro juri. Um carro a mando da polícia iria buscá-lo as onze e meia, mas antes disso ele mandou chamar um de seus "cachorros":

— Dona Gorete, por favor vá chamar o Raimundo !

Raimundo assim como os outros capangas de Firmino, era fiel a seu "dono", pois ele os tratava assim, como meros bichos que ele alimentava, "selava", mas nesse caso também pagava um salário. Porém Raimundo não era como os outros, ele era filho do falecido José Odilo, o homem mais cruel que já pisou em Lageado Novo, responsável pela morte de mais de noventa pessoas, e que também era amigo pessoal de Firmino. Como gratidão por seus serviços, Firmino permitiu que a esposa e o filho do velho Odilo morassem na sua fazenda. 

Ao entrar na casa, Firmino pediu que Raimundo o acompanhasse até o escritório. Então começaram a conversar:

— Bom dia Padrinho. respondeu Raimundo com certa timidez.

— Meu cabra sente-se, fique a vontade — Ele sentou com um pouco de receio — Creio que não imagine o apreço que tenho por você. Eu me dispus a te criar, a te dar comida, roupa, tudo ! Isso tudo por causa do grande respeito que eu tenho pelo meu finada amigo Odilo, que Deus o tenha. 

— Eu sei senhor, eu e a mãe, nós agradece por tudo o que o senhor fez por nós.

— Acontece meu caro rapaz, que vocês possuem uma dívida comigo. Não sustentei vocês todos esses anos, porque eu sou bom não, mas por que um dia eu sabia que iria precisar do seu serviço. Você é sangue do sangue do Odilo... Você herdou o dom do seu pai. Todo esses anos te ensinando a atirar, a caçar... Foi um preparo !

— Não estou entendendo, o que o senhor tá querendo que eu faça ?

— Eu tenho uma missão pra você Raimundo. Sei que você nunca matou ninguém, eu provavelmente iria te poupar dela se pudesse, mas dessa vez não tem como. Meus homens terão que ficar na fazenda... Aqui está tudo o que tenho, meu dinheiro, escrituras e outras coisas que não vem ao caso. Não posso correr o risco dela ser invadida, agora que sabem que eu posso ser preso, provavelmente virá gente tentar invadir.  Pois bem cabra, o que tenho aqui nas minhas mãos são as chaves do meu Jeep, os documentos dele e uma arma. Recentemente pedi ao Emílio que fizesse um levantamento da vida daquele infeliz do Gomes, e descobri que ele morou em Codó e que toda a sua família mora lá. Ele possui um irmão, uma cunhada ambos comerciantes e uma sobrinha professora. Sua missão é ir Codó,  e dar um jeito de achá-lo. Quando fizer isso mate-o, não importa como, apenas mate. Você vai vingar tudo o que eles fez por mim.

— Como eu vou fazer isso ? E se... O senhor não tem medo que lhe acusem novamente ?

—  Que façam isso, pra mim pouco importa. Eu estou acabado, não sei se dessa vez eu conseguirei escapar. Não tenho mais nada a perder. A única coisa que eu quero é me vingar, eu preciso ter esse último prazer. Não morrerei, antes de jogar um punhado de terra na cova de Sebastião Gomes. E agora vá, tente chagar o quanto antes. Não pergunte mais nada.

Raimundo saiu da sala e foi para o quartinho dos fundos arrumar suas coisas para partir. Ele estava atordoado, chegou meio cambaleando, sua mãe o viu entrar e seguiu-o. Quando ela entrou no quarto, viu o filho nervoso, tenso e falando sozinho. Ela então peguntou o que estava acontecendo:

— O que é isso meu filho, vai viajar ?

— Sim, o seu Firmino quer que eu mate um homem pra ele !

— Pelo amor de Jesus meu filho, não segue os caminho do teu pai ! Deus sabe o sofrimento que foi a minha vida do lado dele. Por favor meu não faz isso, eu não quero aquela vida de novo.

— Eu não tenho escolha mãe. A senhora sabe que se eu não fizer o que ele manda, aí quem ele manda matar sou eu !

Com pressa de sair do quarto e livrar-se da insistência da mãe, Raimundo partiu, entrou no carro e sem qualquer condição de dirigir, pegou a estrada rumo a Codó, uma cidade que ele mal sabia o rumo, mas que o medo o do patrão o faria enfrentar qualquer coisa.           
    



  

  

  
         































quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Assunto do Dia

Conspirações cristãs 

O tema de hoje no quadro " Assunto do Dia" com certeza é o mais polêmico que eu já abordei aqui no blog, mas antes de começar essa discussão, me antecedo em dizer que tudo aqui relatado é baseado apenas em suposições, teorias e fatos ainda não comprovados.  Minha real intenção é fazer uma crítica a desvalorização da mulher nas religiões cristãs e a supremacia masculina que desde o inicio dos séculos, sempre buscou limitar a atuação da mulher na sociedade, seja no meio religioso ou no trabalho. Esse texto tem por base o livro " O Código da Vinci" de Dan Brown e documentários da ABC. 




















Bem-vindo ao misterioso mundo das conspirações,  códigos secretos e documentos históricos escondidos  desde os primórdios da igreja!
Se você não leu O código Da Vinci, permita-me apresentar a história e algumas idéias originais que você pode não ter ouvido antes, como, por exemplo:
Jesus foi casado com Maria Madalena!  Deixaram descendentes que, por meio de casamentos, se misturaram à família real francesa!
Há séculos tudo isso é conhecido, mas a verdade  foi mantida longe do conhecimento público por se temer a destruição do poder da igreja! Aliás, há uma organização secreta responsável por guardar documentos que, se trazidos a público, destruiriam o cristianismo como o conhecemos! 
“Os rumores dessa conspiração vêm transparecendo há séculos”, diz o bem-sucedido escritor Dan Brown, em O código Da Vinci. Aliás, esse rumores têm se revelado “em inúmeras linguagens, incluindo as artes, a música e a literatura”.

Também somos informados de que algumas das provas mais impressionantes se encontram nas pinturas de Leonardo da Vinci.
Há meses O código Da Vinci se encontra nas listas dos mais vendidos, e, com um filme a ser lançado em um futuro próximo, o romance certamente se tornará ainda mais conhecido. Se você não leu o livro, certamente conhece alguém que o tenha lido. Muitas pessoas estão pensando que ele contém alguma verdade. As evidências históricas podem ser questionáveis, mas, como disse um crítico: “Por que não podemos crer que isso poderia ter acontecido?”.

Antes de responder a essa pergunta, vamos fazer um exame das premissas do livro. A história, em suma, é a seguinte: O código Da Vinci começa com o curador do Louvre caindo morto em uma poça do próprio sangue. Nesse ínterim, Robert Langdon, professor de Harvard e especialista em símbolos esotéricos, está em Paris a negócios. A polícia francesa localiza Langdon em seu hotel e lhe pede que interprete um código deixado próximo ao cadáver da vítima assassinada. Em sua investigação, Langdon é acompanhado por uma jovem criptóloga chamada Sophie Neveu.
Quando Sophie, em segredo, alerta Robert de que ele  é o principal suspeito do assassinato, eles fogem. Mas a vítima havia intencionalmente deixado pistas para que eles seguissem. Ao decifrarem as instruções em código deixadas pelo curador, Robert e Sophie rapidamente percebem que o crime está ligado à lendária busca pelo Santo Graal.
Providencialmente, o casal consegue se associar a um fanático do Graal, sir Leigh Teabing, cuja vasta pesquisa e conhecimento auxilia seus esforços na busca do Graal.
Teabing, de forma entusiástica, apresenta ao casal os assuntos que cercam os acontecimentos do Novo Testamento, o que inclui uma compreensão alternativa de Jesus, de Maria Madalena e da natureza do Santo Graal.
Ele cita os evangelhos gnósticos — documentos antigos que presumivelmente trazem relatos mais confiáveis sobre a vida e os ensinos de Cristo do que o Novo Testamento que conhecemos hoje.
Ainda procurados pelas autoridades, Robert, Sophie e agora sir Leigh escapam para Londres e depois para a Escócia, na esperança de encontrar mais indícios sobre o assassinato e sua relação com o Santo Graal.
O leitor fica em suspense enquanto as personagens, determinadas e inteligentes, penetram em um mundo secreto de mistério e conspiração, na tentativa de desmascarar séculos de engano e silêncio. Sempre um passo à frente da polícia, eles conseguem se valer de códigos secretos e manuscritos que a igreja tem tentado esconder do público.
É possível que a parte mais interessante do livro, a qual forma sua essência, seja a idéia de que Jesus se casou com Maria Madalena, união da qual lhes nasceu uma filha. Reza a lenda que, após a crucificação de Jesus, Maria e a filha, Sara, partiram para a Gália, onde fundaram a linhagem dos merovíngios, na monarquia francesa.
Lemos ainda que essa dinastia perdura até hoje na misteriosa organização conhecida por Priorado de Sião, organização secreta que tinha os templários como braço militar. Há a suposição de que Leonardo da Vinci, Isaac Newton e Victor Hugo tenham  figurado entre os membros dessa organização. Até  hoje, afirma Teabing, os restos de Maria Madalena e os registros escavados pelos templários estão guardados, envoltos em segredo e mistério.
E não pára por aí: O código Da Vinci reinterpreta o Santo Graal como nada mais, nada menos que os restos da esposa de Jesus, Maria Madalena, que reteve o sangue de Cristo em seu útero enquanto carregava sua filha.

Segundo o livro, Jesus tinha a intenção de que Maria  Madalena liderasse a igreja, mas “Pedro não via isso com bons olhos”. Assim, ela foi declarada prostituta e afastada do papel de liderança. Ao que tudo indica, a igreja queria um salvador celibatário que perpetuasse o domínio masculino.

Por esse motivo, após seu marido ter sido crucificado, Maria desapareceu com a filha e tornou a aparecer na Gália. Fosse verdadeira essa teoria, ainda teríamos descendentes de Jesus entre nós.
Robert e sir Leigh contam a Sophie que a verdadeira história sobre Maria fora preservada por meio de códigos e símbolos cuidadosamente encobertos, a fim de evitar a ira da Igreja Católica. Nesses códigos secretos, o Priorado de Sião tem conseguido preservar a própria versão da vida conjugal  de Jesus e Maria, sem jamais contar toda a verdade.
Também lemos que Leonardo da Vinci sabia tudo a respeito dessa história, tendo usado sua famosa pintura, A Última Ceia, para ocultar diversos significados. Nessa pintura, João está sentado à direita de Jesus, mas carrega características femininas. No fim das contas, constata-se que a pessoa ao lado de Jesus não é João, mas Maria Madalena. E, de forma reveladora, Leonardo não pintou um copo ou cálice sobre a mesa, outra pista de que o verdadeiro Graal é Maria, sentada à direita de Jesus!
Enquanto Robert, Sophie e sir Leigh prosseguem em sua investigação, a poderosa organização católica Opus Dei está pronta para se utilizar de todos os meios necessários a fim de manter o segredo encoberto, incluindo-se o assassinato.

Dispondo dos amplos recursos financeiros da igreja, a Opus Dei está decidida a obrigar os líderes do Priorado a revelar o mapa que traz a localização do Graal. Se os segredos do Priorado fossem revelados, a igreja seria desmascarada como uma fraude edificada sobre séculos de falácias.

Os objetivos de Dan Brown não são tão sutilmente velados. Esse livro é um ataque direto contra Jesus Cristo, a igreja e aqueles de nós que o seguem e o chamam Salvador e Senhor.
De acordo com o romance de Dan Brown, o cristianismo foi inventado para reprimir as mulheres e afastar as pessoas do “sagrado feminino”. Como seria de esperar, o livro atrai as feministas que vêem no retorno à adoração da deusa algo necessário no combate à supremacia masculina.

A conclusão dessa teoria é que o cristianismo se baseia em uma grande mentira ou, mais exatamente, em várias grandes mentiras. Antes de tudo, Jesus não era Deus, mas foram seus seguidores que lhe atribuíram divindade a fim de reforçar o domínio masculino e reprimir quem adorasse o sagrado feminino. Aliás, segundo Dan Brown, foi no Concílio de Nicéia que Constantino introduziu o conceito da divindade de Cristo com o fim de eliminar toda a oposição, declarando herege quem discordasse. Além disso, Constantino também escolheu Mateus, Marcos, Lucas e João como os únicos evangelhos que se encaixavam em seus planos machistas. Oitenta outros evangelhos foram rejeitados, uma vez que apontavam Maria Madalena como a verdadeira líder da igreja. “Era tudo uma questão de poder”, diz o livro.
Por mais incrível que pareça, descobrimos que Israel, no Antigo Testamento, adorava tanto o Deus masculino Jeová como sua correspondente feminina, Shekinah. Séculos mais tarde, a igreja oficial, que odeia o sexo e a mulher, reprimiu essa adoração à deusa e eliminou o sagrado feminino.
Esse conceito de sagrado feminino que a igreja tentou reprimir é, na verdade, a idéia pagã de que em ritos sexuais o homem e a mulher experimentam comunhão com Deus. “A união física com a mulher era o único meio pelo qual o homem podia se tornar espiritualmente completo e chegar a atingir a gnose — o conhecimento do divino.” Mas esse uso do sexo para entrar em comunhão com Deus representava uma ameaça à Igreja Católica, visto que minava seu poder. “Por motivos óbvios, a igreja fez de tudo para demonizar o sexo e reinterpretá-lo como um ato pecaminoso e repulsivo. Outras religiões importantes fizeram o mesmo.”
“... quase tudo o que nossos pais nos ensinaram sobre Jesus Cristo é mentira”, lamenta Teabing. O Novo Testamento não passa do produto de uma  liderança machista que, para controlar o Império Romano e reprimir a mulher, inventou o cristianismo.  O Jesus verdadeiro era um genuíno feminista, mas seus desejos foram desconsiderados para proteger os objetivos masculinos.
Se O código Da Vinci fosse anunciado como apenas um romance, seria meramente uma leitura interessante para fanáticos por conspirações que se agradam de suspenses agitados.
O que torna o livro preocupante é a alegação infundada de que se baseia em fatos. Nas páginas preliminares, lemos que o Priorado de Sião existe, assim como a Opus Dei: seita profundamente católica  e um tanto controversa em virtude de relatos de lavagem cerebral, coerção e “mortificação corporal”.
Por fim, podemos ler: “Todas as descrições de obras de arte, arquitetura, documentos e rituais secretos neste romance correspondem rigorosamente à realidade”.

Em seu site, Dan Brown faz ainda outras declarações sobre a confiabilidade histórica da obra. Alguns críticos enalteceram o livro por sua “pesquisa impecável”. Uma mulher, ao ouvir que o livro era uma fraude, contestou: “Se não fosse verdade, não teria sido publicado!”. Um homem disse que, agora que tinha lido o livro, jamais conseguiria voltar a entrar em uma igreja.

Os leitores devem saber que a trama central desse livro já existe há séculos e pode ser encontrada na literatura esotérica e da Nova Era, como em O Santo Graal e a linhagem sagrada, de Michael Baigent, que serviu de referência para o romance.
A diferença consiste no fato de Brown ter embrulhado essas lendas em um conto aparentemente histórico hoje lido por milhões de pessoas. Muitos que lêem o livro  ficam imaginando se o que ele afirma poderia, ao menos em parte, ser verdade. 
Quando a ABC realizou um documentário sobre O código Da Vinci, deu credibilidade ao livro e, na maior parte das vezes, desprezou estudiosos a favor de rumores sensacionalistas e especulações sem fundamento. Embora o programa tenha terminado com a declaração “Não temos nenhuma prova”, fica claro que o livro recebe certo respeito ao sugerirem que, com ou sem provas, Dan Brown pode ter esbarrado em alguma coisa.
Pouco tempo atrás li The Templar revelation: secret guardians of the true identity of Christ, escrito por Lynn Pickett e Clive Prince, que apresenta temática semelhante à de O código Da Vinci, supostamente baseada em pesquisas históricas. Esse livro tenta legitimar a idéia de que Maria Madalena foi a mulher designada por Jesus para iniciar a igreja. Ainda sustenta que o Novo Testamento teve toda a questão ritualística censurada, incluindo-se os ritos sexuais. Até que ponto é plausível que uma conspiração tenha mantido em segredo a verdadeira história de Maria e Jesus? 
Se isso for verdade, toda a estrutura da teologia cristã é uma trama para enganar as massas. Se for fato, todos os apóstolos fizeram parte dessa trama e estavam dispostos a dar a vida pelo que sabiam ser mentira. Se for verdade, nossa fé, a fé dos que confiam em Cristo, não tem fundamento.

Se gostaram, discordaram ou queiram fazer alguma crítica fiquem a vontade, este espaço estar aberto a discussões  E não esqueçam de compartilhar esse artigo e me ajudarem na divulgação. Abraços !

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Pérolas do Youtube

Olá amigos, leitores desse blog maravilhoso ! Hoje é dia daquele quadro que eu sei que vocês adoram, e a seleção de vídeos dessa edição do " Pérolas do Youtube", está sensacional, confiram:

1.  Quadradinho de Borboleta. Sim, esse é o novo vídeo do grupo que é sucesso de público e crítica, só que não, O Bonde das Maravilhas:



2. Quero ser negra. Esse vídeo é bem engraçadinho, mas na minha opinião vai um pouco além disso, e poderia facilmente acender uma discussão sobre um outro ponto de vista a respeito de racismo:


3. Trollando a mãe. Esse quase todo mundo já viu, foi um sucesso à alguns meses, mas pra que não, assistam, é bem engraçado. Mostra bem a reação preconceituosa de uma mão ao descobrir que o filho é gay:


4. Vai tomar no c#. Esse é mais uma terapia do que um vídeo de humor. Sabe quando uma frase consegue resumir tudo o que você gostaria de falar, quando está num momento de fúria, pois bem, é mais ou menos isso:


5. A verdadeira interprete de Rubi. Gente, o programa "Bandeira 2" encontrou a atriz que interpreta a protagonista da novela Rubi, sim, ela é de Imperatriz e está furiosa com o Silvio Santos, que mandou reprisar a novela sem a sua autorização:


6. Piroquinha- Paródia de Piradinha. Para encerrar, não podia faltar uma paródia, essa é do " Programa Galo Frito", e apesar de não uma das melhores que eu assistir, dá pra rir um pouquinho:


Esse foi mais um "Pérolas do Youtube" de hoje. Se gostaram por favor compartilhem e me ajudem na divulgação. E fiquem de olho nas novidades. 
Abraços !  

domingo, 18 de agosto de 2013

A decadência da música brasileira atual




Oz abusados - P*taria no pagode
Reprodução : Youtube

A música brasileira vive um momento pra se refletir 


Há poucos dias relacionei algumas reportagens retratando de uma realidade triste, porém séria relacionada à decadência da música brasileira atual.
Primeiramente li uma matéria que falava de determinada dupla sertaneja brasileira que iria receber R$ 4,3 MILHÕES do Ministério da Cultura para ‘produção e divulgação’ da dupla. Apesar de o valor desta chamada ‘produção e divulgação’ ser altamente duvidoso, este não é o ponto.

Dias depois vi outra reportagem que me deixou, desta vez, não indignado, porém triste!
Quando vi me choquei: “Orquestra Filarmônica do Rio pode acabar por falta de patrocínio”. Então me perguntei: se o Ministério da Cultura tem R$ 4,3 milhões para uma dupla sertaneja, por que uma orquestra de tamanha importância cultural não só para o Rio de Janeiro, porém para o Brasil como um todo, está com risco de ser fechada por falta de recursos?
“Os músicos estão sem tocar a dois anos por falta de patrocínio”, dizia a notícia. Agora lhe pergunto qual é a verdadeira importância da música?

Tive a oportunidade de estudar um pouco de História da Música e este pouco me ajudou a aumentar a percepção que já tinha relacionado aos poderes da Música. Lembro-me e orgulho-me também em dizer que a música, para nossos ancestrais da Antiguidade, era muito mais do que é a música hoje (ou melhor, o ‘ruído’ que a mídia, de forma geral, insiste em chamar de música).

A música representava um ritual, muitas vezes místico, que independentemente da crença de cada um, levava à comunhão, a união, a confraternização, a chance de entrar em si mesmo e conhecer-se, e acredito que quando nos conhecemos também conhecemos o próximo, pois como já disse Sócrates: “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os Deuses”.

Lembro-me também, não há muito tempo atrás, a música servindo de voz a um povo reprimido pela ditadura militar, onde os artistas se manifestavam seja através das artes visuais, teatro ou música falando o que precisava ser falado, o que precisava ser dito diante da realidade que reprimia o povo com muita naturalidade.

Atualmente vejo um gênero musical que ainda sofre muito preconceito, que é o rap, que retrata a realidade de um povo sem voz, um povo sem vez, que diante de uma necessidade de se expressar acha sua vez e sua voz através da arte, assim como foi o samba há algumas décadas atrás.
Pergunto-lhe agora, caro leitor, do que se trata a música atual brasileira?

A música que os veículos de comunicação propagam como ‘música boa’? Eu, como estudante de Música, fico triste em ver que a música hoje serve para, desculpe-me a sinceridade, ‘imbecilizar’ as pessoas, desrespeitando o próprio povo com letras de mau gosto, servindo apenas para aumentar o próprio ego, falando de seu carro importado, ou como o cantor se acha o legal por sair na balada e ‘pegar’ várias mulheres, falando de mulheres como se fosse mercadoria.

Sem mencionar a indústria de cultura (que só pelo nome já é algo assustador), criando padrões de letras que sempre falam da mesma coisa.

Acredito que a música possa fazer muito mais do que isso!
Este ano apenas, pelo fato de não ter quando criança a educação musical necessária, tive a oportunidade de sentir a energia de uma boa música barroca, com seus contrastes que fazem o corpo todo se mexer.

Tive a oportunidade também de sentir o canto gregoriano do período medieval falando dentro de mim, por mais que não entenda uma palavra de latim!
Acredito, sim, que a música tem o poder de unir as pessoas, seja de etnias, ideologias, crenças ou culturas diferentes, assim como tem o poder também de expressão, de dizer que este mundo em que vivemos não está tão certo assim como passa na TV... de mostrar uma realidade que muitas vezes não passa na novela, de lembrar o ser humano que existe muito mais do que apenas bens matérias nesse mundo e, sobretudo, de mostrar que o amor pode prevalecer sobre esse mundo cinza e sem vida em que a maioria vive!

sábado, 17 de agosto de 2013

Música

Clarice Falcão, o doce e uma pitada a mais de açúcar


Um acalanto aos ouvidos, uma melodia nostálgica, um ritmo novo. Clarice Falcão é uma cantora, atriz e roteirista bastante promissora, com um talento bem definido, acho que ela está no caminho certo. Já acompanho seu trabalho na televisão, vídeos de humor na internet através do canal Parafernalha e também seu álbum intitulado EP, e sou um grande admirador. Suas músicas evocam o romantismo, aquele do tempo do vinil, da vitrola e por isso nostálgico, e lançar músicas com esse tema hoje me dia é um risco em meio a decadência musical brasileira que estamos vivendo, onde as letras ( se é que dá para chamar assim) sempre falam da mesmo coisa, balada, sexo e carros, claro que existem exceções,  mas me doe falar que as músicas verdadeiramente belas, são exceções.

Seu estilo musical é considerado Folk e MPB, com destaque para o violão, que é o instrumento mais presente em suas melodias. Clarice me faz lembrar bastante de Adriana Calcanhoto, tanto fisicamente, quanto em suas composições, quase sempre falando de amor, mas não aquela "melosa", cotidiana e sofrida que a música sertaneja (não o sertanejo universitário) sempre produziu, como evidências de chitãozinho e xororó ou Dormi na praça de Bruno e Marrone. As letras de suas músicas, são essencialmente poéticas, a maioria compostas por ela mesma, são um convite a várias interpretações, pois há a presença de metáforas e expressões carregadas de símbolos. Sua voz é suave e agradável, provavelmente será subestimada por pessoas acostumas a cantores que "berram", como um Gusttavo Lima ou Luan Santana da vida (não adianta, eu odeio sertanejo universitário), diriam: " Essa menina não canta nada ! ". 

Enfim, essa foi minha dica de música de hoje, tentei evitar ser imparcial, mas não dá, quando se trata de música fico indignado com o valor que as pessoas dão a cantores medíocres, como os citados acima. Espero que tenham gostado e em breve publicarei mais dicas, fiquem de olho. Abraços !
    

Resenha Perfumística

Le Male by Jean Paul Gautier


Esse pequeno "corpo" já é um clássico da perfumaria mundial, o escolhido de hoje para uma resenha é o " Le Male", mais conhecido pelos brasileiros por " Jean Paul", aquela velha mania de chamar o produto apenas pelo nome da marca ( como o Bom Bril), e só pra lembrar, a Jean Paul Gautier parfums, tem vários outros e de ótima qualidade. Ele foi criado em 1994 (o ano em que eu nasci rsrsrs), e ainda hoje é um dos mais vendidos no mundo, e o seu sucesso é completamente compreensível, Le male possui um aroma único, ousado e atemporal, pertencendo a família olfativa fougere oriental, ele foi um dos primeiros perfumes masculinos a introduzir as notas orientais em fragrâncias masculinas, que basicamente falando, são as responsáveis pelos tons adocicados, e atrevo-me a dizer também que ele foi precursor de uma nova tendência. Sua abertura é fresca e fougere, com destaque para a menta e lavanda, uma das melhores que eu já senti, e depois de uma hora mais ou menos, ele evolui para a parte oriental, onde eu sinto bastante a canela, o cominho e a baunilha, o que deixa o perfume bem "adocicado". 
Já ouvi muita gente falando que esse perfume tende para um cheiro meio andrógino, assim como o Joop Homme, mas eu discordo, acho esse muito viril, cheiro de homem mesmo, porém ele explora o lado sensual masculino, antes menosprezado pelas criações das gerações passadas, que quase sempre eram sérios, formais e amadeirados. Fixação e projeção excelentes, quem já usou sabe que esse perfume é fortíssimo, deixa um rastro bem intenso, e no meu caso dura por volta de doze horas. Para quem quer um perfume marcante, que instiga o olfato feminino, perfeito pra balada e festas noturnas, eu recomendo sem sombra de dúvidas, Le Male de Jean Paul Gautier.

Essa foi minha resenha de hoje. Se gostaram, não esqueçam de compartilhar no FaceBook. Abraços e até a próxima !

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Masturbação; tabu e estigmas

Por: Mariana Delfino


A masturbação é uma prática carregada de tabus e mitos. Frequente tanto entre a população masculina quanto entre a feminina, é reprimida pela igreja e pauta proibida em muitas famílias. É verdade que entre as mulheres esse assunto é muito mais complicado, já que nossa milenar cultura cristã admite (mesmo que “por baixo dos panos”) que os homens se masturbem para conhecer seu corpo, provar a própria virilidade, para eliminar o acúmulo de sêmen em seu organismo, ou apenas para matar um desejo inato, uma necessidade fisiológica de ejacular, ao passo que as mulheres são exortadas, desde crianças, a não tocarem e não manipularem seus genitais. É preciso compreender e assimilar que os estímulos sexuais vêm impressos no ser humano, em seus genes mais primitivos. Ainda que vivêssemos sós em uma ilha, fora de contato social, o despertar da sexualidade aconteceria da mesma forma, a mando da natureza, numa época coincidente ao início da adolescência.

Engana-se quem pensa que sexo é a dois (no mínimo). 

Sexo, primeiramente, é um. 

É a oportunidade que cada indivíduo tem de entrar em contato com seus instintos, seu íntimo, sua essência, suas fantasias, suas sensações, e tudo isso por meio de sua própria casa, seu corpo. E diferente do que possa ser dito por aí, estar em contato íntimo com seu próprio corpo, livrando-se de pudores sociais pré-concebidos, pode contribuir (e muito!) para a construção de uma individualidade sólida, mais segura e confiante, atitude que só é expressa por nós, seres humanos, após nascer em nosso interior.
Não estou dizendo que o fato de se masturbar pode tornar alguém mais autoconfiante, mas que essa prática, como forma de exploração do próprio corpo, não pode e não deve ser reprimida, principalmente em pessoas que ainda estão formando sua personalidade, que estão tenros nas questões reflexivas a que nos impomos todos os dias. Estar bem com seu próprio corpo e não ter medo ou nojo dele, encará-lo como seu instrumento diante do mundo e como a construção material do que se passa dentro de você é fundamental para que as questões psíquicas caminhem sem transtornos, é fundamental para a boa dinâmica social. Sexualidade é um dos instintos mais básicos dos seres humanos. Estar confortável com seu próprio deleite sexual é um pré-requisito para conseguir aceitar o prazer proporcionado por outras pessoas e para que se possa oferecer o mesmo. Como você pode trocar prazer com alguém se você não entende o que o seu próprio corpo gosta?

Discutir sobre masturbação na sociedade atual ainda causa constrangimentos. No entanto, especialistas dizem que a masturbação faz parte da descoberta sexual, sendo natural a prática entre homens e mulheres de todas as idades. Porém, o maior dos tabus é a masturbação feminina. A maioria das mulheres que se masturbam, não assumem. Um pensamento frequente (porém infundado) é que admitir que se masturba pode trazer uma imagem de vida sexual mal resolvida à mulher, ou de que ela precisa fazer isso por incompetência do seu parceiro. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, masturbação é uma prática íntima, que dispensa explicações ou escusas, que cabe apenas a quem realiza, a você e a seu corpo. Talvez, pelo peso desnecessário conferido à palavra “masturbação” – justamente por conta da áurea de proibição que a envolve –, se chamássemos de “toque” a discussão seria mais fácil. Mulheres se permitem dizer que tocam o seu corpo, mas se você insistir que é masturbação, muitas negarão, além de expressarem vexame e vergonha.



Para as mulheres, a negação da masturbação está intimamente ligada à cultura machista e repressora. Ora, à idade de nossas avós as mulheres se casavam virgens, sem sequer terem tido contato com nenhum homem antes. Eram criadas para serem exclusivamente donas do lar, cuidar da casa e dos filhos. A maioria tinha seus pensamentos e ideias reprimidos, não podiam sequer expressar sua opinião. Será que elas se tocavam? Será que sabiam qual a sensação de cada parte do seu corpo? Há pouco mais de 50 anos temos pílula anticoncepcional, isso significa que há pouco mais de 50 anos as mulheres têm o direito (!) de escolher sobre o principal rumo de seu corpo, se querem ou não gerar outro ser humano. Mas esse texto é sobre masturbação, não sobre a revolução sexual feminina. No entanto, precisamos desse contexto histórico para compreender que a repressão burra que vivemos é culpa também nossa, também da nossa atitude diante de questões que são animalescas, instintivas e, acima de tudo, humanas, como a masturbação por exemplo. 

Negar seu próprio corpo é negar a si mesmo.

Espinhas no rosto, mãos amareladas, pecado contra deus, autopunição, adultério (parece absurdo, mas algumas religiões e sociedades consideram a masturbação uma forma de adultério) e as diversas punições e manipulações de mente em torno do assunto masturbação. Muitas dessas ideias quem transformou em palavras foi a instituição católica, com seus dizeres de Jesus e suas interpretações convenientes para cada assunto relacionado à liberdade de expressão (mental e física) de seus devotos. Punições divinas que mais parecem demoníacas. Para a igreja, não há dúvidas de que na maioria das situações as ações que levam à masturbação são pecaminosas; a masturbação nasce de pensamentos sensuais, estimulação erótica e apreciação de imagens pornográficas. A religião coloca a masturbação no rol de pecados da luxúria, como o resultado final de pensamentos sensuais que, segundo a bíblia, são impuros e afastam as pessoas de deus. Ora, não é espanto que a repressão sexual nasceu na igreja!

Porém, a raiz do preconceito está na infância, quando a maioria dos pais evita discutir o assunto com os filhos – e principalmente com as filhas. Os meninos e as meninas são exortados a não colocarem as mãos em seus membros, a não brincarem com eles, a não falarem deles, a tocá-los apenas durante o banho, para a higiene. São áreas restritas do corpo para a própria criança. Em muitos casos, quando uma menina ou um menino acaricia ou toca seus genitais é reprimido e condenado, construindo na criança a imagem de que a manipulação das partes íntimas é um ato sujo e proibido. E nesse ponto temos também a questão do sexismo, que fica claro quando o menino pode andar pelado pela casa, enquanto que a menina precisa cobrir o peito e o bumbum.



É claro que ao abordar questões tão intrinsecamente ligadas à construção social vigente versus desejo inato humano muitas problemáticas são levantadas, e quase nunca se chega a um consenso. O objetivo deste texto, no entanto, não é dizer para você que se masturba que você está certo, ou para você que abomina a masturbação que você está errado. A pior prisão é a da mente, pois encerra os pensamentos e cega. A intenção aqui é colocar a masturbação como um assunto em pauta, diante dos seus olhos, para que você reflita, baseado em suas experiências como ser social e como indivíduo. Sabemos por estudos de psicólogos, psiquiatras e médicos que tudo o que acontece na vida de uma criança, todos os estímulos e os não estímulos, repercutem na formação do caráter. Um ato de repressão desnecessária enquanto criança pode tornar a fase da adolescência um transtorno, ocasionando problemas de ordem mental e psíquica para vida adulta. Quebrar paradigmas e transformar a sociedade requer tempo e paciência, por isso, reflita. Qual sua atitude diante deste polêmico assunto? Você se reprime a ponto de ter asco deste texto? É um convite à reflexão, expressem-se!


Read more: http://www.oscorujas.com/2013/08/a-masturbacao-e-uma-pratica-carregada.html#ixzz2cBWsOUTx

Assunto Do Dia

A voz das ruas

Escrito por : Matheus Barbosa Marinho
Créditos: Marcos Prefácio do site Diário do centro do mundo (http://www.diariodocentrodomundo.com.br/), Artigo sobre mídia do site Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%ADdia_(publicidade)), Felipe Neto e o vídeo mídias sociais (https://www.youtube.com/watch?v=vRbaS7lNi6c), Lucas mancine do blog O sabor da palavra (http://sabordapalavra.blogspot.com.br/2012/05/midia-manipuladora.html) e Blog do Tocha (http://blogdotocha.wordpress.com/2013/01/25/uma-midia-manipuladora/).
Tema: Popularidade, a exploração da mídia para o gosto popular.




Nunca na história da humanidade a classe "C" esteve tão em evidencia na mídia, publicidade e eventos, como agora nesse últimos quatro anos. Isso seria uma notícia bastante animadora se não fosse um porém, a forma como estão explorando o gosto popular. Sabemos que esse é um pais pobre, com uma educação carente, falta de acesso a cultura e arte, a maior parte da população é constituída de analfabetos funcionais, que resumindo, são pessoas que conseguem ler, mas não compreendem o que leram. Enfim, sabemos que a nossa sociedade é capitalista, tudo é em função do lucro, e as empresas perceberam que essas pessoas também compram, e para vender para elas, é preciso falar a "língua" delas e isso transformou a rede aberta de televisão brasileira e as mídias sociais, em um reflexo da ignorância intelectual da nossa população.

Quando analisamos a situação da televisão aberta, o que vemos é o reconhecimento da classe mais humilde como sendo parte desse país, antes isso era ocultado, as pessoas queriam ver "glamour", agora não. Porém quando pegamos um programa popular como o " Esquenta", apresentado pela Regina Casé, o que é possível observar é uma grande ilusão de aceitação, meninos fazendo passinho, negros com cabelo amarelo, mulheres com roupa curta etc. Muitos esteriótipos, como se todas as pessoas moradoras de favelas fossem daquele jeito, o recado que ele passa, fazendo uma síntese, é de que se você nasceu pobre e sem educação, precisa aceitar sua condição social e ser feliz assim, como se ninguém necessitasse "ampliar os horizontes", aprender novas línguas, culturas etc. Outro fato que merece atenção, é de que não existe mais uma preocupação dessas emissoras com a qualidade do que é exibido, e a não transmissão de conteúdos impróprios, a completa "esculhambação", ainda está assegurado por causa da existência da censura. A única coisa que eles querem é audiência, e para isso, testam a nossa inteligência, mostrando o tempo todo celebridades que estão em alta ( como o MC Naldo, Neymar etc.), mulheres semi-nuas e já pararam pra pensar, que quando uma notícia cai no gosto popular, ela não para mais de ser exibida ( como o caso do jogador Bruno, por exemplo), muitas outras coisas acontecendo no mundo e aquilo repetindo a cada cinco minutos nos intervalos dos programas.

Uma coisa que me incomoda muito, é a publicidade atual, estão pegando tudo o que faz sucesso e criando as mais medíocres campanhas possíveis, abusam do uso da imagem de celebridades populares, com propagandas sem sentido e slogans fracos. Posso citar pelo menos quinze propagandas de cada um desses famosos exibidas atualmente na televisão: Ronaldo, Naldo, Neymar, e claro, os lutadores de U.F.C. A falta de criatividade chegou a um nível preocupante, onde isso vai parar ?
É muito importante para o país, que se haja uma maior valorização do gosto popular, principalmente daquela população, antes esquecida e que vivia a margem da sociedade, a classe "C", mas não como forma de exploração, algo somente com o objetivo de gerar lucro, mas isso deve ser feito dando o direito dessas pessoas de ter acesso ao conhecimento. Porém sabe-se que a realidade está longe do aceitável, os governantes não querem povo inteligente, pois gente inteligente, não vota e nem aceita político corrupto, a única coisa que podemos fazer por enquanto é utilizar do nosso legítimo direito de liberdade e não aceitar ser manipulado por essa rede de exploradores.

Então é isso pessoal, se gostaram, concordaram ou não, deixe seu comentário e compartilhe nas redes sociais e me ajudem a divulgar o blog. Abraços.








    
  


quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Crônica da Semana

A Professora e o Pistoleiro

Prefácio



Essa é uma história fictícia, legitimamente maranhense, mas que é uma realidade em qualquer lugar do mundo, minha inspiração em escrevê-la, veio a partir da necessidade de questionar o autoritarismo de governantes déspotas, que ainda imperam em nosso estado, políticos esses, envolvidos em corrupção, que abusam de seu poder, pois possuem a proteção de juízes a quem os deve favores. Essa descrição pertence também a Firmino Dias, um prefeito que concorre a reeleição de Lajeado Novo, um ditador sem escrúpulos, onde sua palavra é lei e quem não obedecer estará sobre a mira de seus pistoleiros, a quem a população chama de " os cachorros do prefeito Dias". Seu principal inimigo é Sebastião Gomes, um ex pedreiro e líder sindical, e seu objetivo é conseguir provar os crimes cometidos por Dias e tirá-lo da prefeitura. Nesse conto assumidamente regionalista, você entrará num mundo de sotaques, referências a lugares e figuras conhecidos, criticas ao governo, aos costumes dos pequenos povoados e a educação, narrado em uma linguagem simples e linear, porém concisa e bastante precisa, esse texto tem o objetivo não só de entretê-lo, mas também fazer você refletir.      

O primeiro capítulo dessa crônica, será publicada quarta-feira dia 21/08/2013. Aguardem !